SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE PIRACICABA

CCZ confirma o 8º caso de morcego com raiva deste ano

25 de outubro de 2018 • Romualdo Filho

Foi confirmado ontem (24/10) o 8º caso de morcego com raiva capturado este ano na zona urbana de Piracicaba. De acordo com Eliane Carvalho, coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o animal (insetívoro) foi encontrado no bairro São Dimas, o que exige cuidado da população local para com seus animais de estimação.

“Nossas equipes da campanha de vacinação antirrábica estiveram no bairro no último sábado (20/10) e todos os donos de animais que não aproveitaram a oportunidade para imunizá-los devem procurar uma clínica veterinária particular, se dirigir a um dos postos da área central da cidade, que estarão abertos neste sábado (27/10), ou se dirigir ao próprio CCZ, no Jupiá”, explicou. (Vejas abaixo os postos de vacinação deste sábado)

Para Eliane, as informações levantadas no bairro São Dimas indicam que não houve nenhum tipo de contato de pessoas ou animais com o morcego doente. “Isso nos dá certa tranquilidade, mas é fundamental que a população fique atenta e  imunize seus animais, uma vez que a raiva é uma doença grave e pode levar à morte gatos, cães e humanos”.

Até o momento, a equipe do CCZ já encaminhou para análise 239 animais recolhidos no município e todos os casos confirmados estão distribuído por diversos bairros da cidade: Jardim Europa, na Vila Rezende, Javary, Caxambu, Castelinho, Centro, Jardim Monumento e agora no São Dimas.

Campanha de vacinação antirrábica

Vacinação antirrábica na zona urbana alcança cobertura de 62% da meta estabelecida pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para este ano. Até o dia 20/10 foram imunizados 17.927 animais, sendo 15.180 cães e 2.747 gatos. A previsão é vacinar 29 mil até 10 de novembro, último sábado da campanha iniciada em 15 de setembro. De acordo com Paulo Lara, em relação ao mesmo período do ano passado, já foram atendidos 1.161 animais a mais. “Isso demonstra que temos todas as condições de alcançarmos nosso objetivo, como ocorreu em 2017”, disse.

Estão trabalhando nesse período 9 equipes compostas por vacinadores devidamente capacitados. Todo material utilizado é descartável e as vacinas são individuais.

Os cães devem ser conduzidos aos postos por adultos e presos com guias adequadas. Para os animais mais agressivos, é obrigatório o uso da focinheira. Os gatos devem ser levados em caixas de transporte ou em sacos, iguais aos usados para embalar cebolas. São procedimentos básicos para evitar possíveis fugas e acidentes.

Todos os cães e gatos a partir dos 3 meses de idade podem receber a vacina. Animais doentes, em tratamento ou debilitados deverão aguardar a recuperação e a alta do seu médico veterinário. As gestantes e com crias devem esperar o desmame dos filhotes para receberem a vacina. Nesses casos, podem ser encaminhadas posteriormente ao Centro de Controle de Zoonoses – de segunda a sábado, das 8h as 16 horas –, que funciona como ponto fixo de vacinação durante o ano todo.

De acordo com o médico veterinário, dr. Paulo Lara, coordenador da campanha, “a vacinação é muito importante para prevenir a raiva, uma doença que mata e é transmitida a todos os mamíferos, principalmente morcegos, animais que contribuem para circulação e manutenção do vírus na zona urbana da cidade”.

A divulgação desta campanha está sendo feita por meio de rádios, jornais, faixas e carro de som, cartazes fixados em escolas, postos de saúde e estabelecimentos comerciais dos bairros de todos as regiões da zona urbana, além do Site da Prefeitura, Centro de Controle de Zoonose a página do Canil Municipal no Facebook e SIP156.

A orientação da Secretaria de Saúde é que a população se sensibilize sobre a importância desta campanha e de fato leve seus animais para imunização contra a raiva. “Estamos fazendo tudo que está ao alcance do poder público para garantir uma cobertura efetiva no município contra a doença. Mas o desempenho da campanha requer o envolvimento das famílias. A possibilidade de contaminação dos animais domésticos a partir dos morcegos é um risco real e a doença pode, em cadeia, ser transmitida aos seus donos, o que torna o cenário muito mais grave à saúde pública”, explicou dr. Pedro Mello, secretário da pasta.

Tabela de Postos de Vacinação do sábado (27/10):

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