SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE PIRACICABA

Em situação satisfatória, Piracicaba não corre risco de surto dengue, zika e chikungunya, diz MS

14 de dezembro de 2018 • Leandro Bollis
Piracicaba é uma das 388 cidades do Estado de São Paulo em situação satisfatória em relação ao monitoramento dos casos de dengue, zika e chikungunya, de acordo com o novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2018, apresentado na última quarta-feira (12/12) pelo Ministério da Saúde (MS). Outras 250 cidades estão em situação de alerta ou risco de surto dessas doenças.

Um dos motivos pelo qual Piracicaba registra situação satisfatória é realização de campanhas de conscientização desenvolvidas ao longo do ano pelas equipes do Plano Municipal de Combate ao Aedes (PMCA), da Secretaria de Saúde, bem como retirada de inservíveis e criadouros. Em dezembro, por exemplo, elas visitaram os principais corredores comerciais da cidade acompanhados de carro de som e distribuindo panfletos para alertar a população sobre a importância da retirada de criadouros domésticos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

De acordo com Sebastião Amaral Campos, o Tom, coordenador do PMCA, a cidade segue uma rotina rigorosa de ações de combate ao Aedes de janeiro a dezembro. “Além disso, contamos com uma infraestrutura urbana de saneamento básico de qualidade que evita, além da proliferação de dengue, todas as demais doenças que estejam relacionadas ao tratamento de água e esgoto. Ele observa ainda que o maior problema no enfrentamento de epidemias está na cultura da população. “Não faltam informações. O fato é que as pessoas não praticam o que sabem para garantir qualidade de vida”. E no caso específico do Aedes, o vetor encontra terreno fértil para se desenvolver nas próprias residências.

Campanhas de conscientização são desenvolvidas ao longo do ano

“Em casa temos tudo o que o mosquito precisa para se desenvolver: água parada, lugar escuro e alimento farto, que é o sangue humano. Por isso, o foco principal a ser atacado são os pratos de vasos, onde acumula água, os ovos depositados eclodem e desenvolvem as lavas. Esse ciclo é acelerado no verão, período de chuva e temperaturas elevadas, o que potencializa o risco de epidemias. Por isso, mais do que nunca, a sociedade deve estar comprometida e entrar com força nessa campanha. É fundamental a participação de todos para que possamos ter um verão seguro e com saúde”, concluiu.

De janeiro a novembro deste ano em Piracicaba, foram confirmados apenas 10 casos de dengue. No mesmo período do ano passado (2017) foram 61 casos.

DADOS NACIONAIS

Em todo o país, 5.358 municípios, 96,2% da totalidade de cidades, realizaram algum tipo de monitoramento do Aedes aegypti, sendo 5.013 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 345 por armadilha. A metodologia armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.

O Ministério da Saúde recomenda aos municípios que realizem ao menos quatro vezes ao ano o LIRAa. Em janeiro de 2017, a pasta publicou Resolução nº 12 que torna obrigatório o levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypti pelos municípios e o envio da informação para as Secretarias Estaduais de Saúde e destas, para o Ministério da Saúde. A realização do levantamento está atrelada ao recebimento da segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra que é utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito. Até então, o levantamento era feito a partir da adesão voluntária de municípios.
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